Números, que ainda são preliminares, são inferiores aos registrados em 2009, mas segundo o Ministério da Justiça, taxas de 2010 ainda são consideradas “altas taxas”
Dados do Ministério da Saúde indicam que 35.233 brasileiros morreram, em 2010, vítimas de armas de fogo. O número corresponde a 70,5% dos 49.932 assassinatos cometidos no país. Se forem considerados os suicídios, os acidentes e mortes de intenção indeterminada, as armas de fogo foram os instrumentos responsáveis pela morte de mais de 38 mil.
Os números, que ainda são preliminares, são inferiores aos registrados em 2009 (39,6 mil mortes violentas, sendo 36,6 mil homicídios provocados por armas de fogo), mas segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, as taxas de 2010 ainda são consideradas “altas taxas”, mesmo se levando em conta que as comparações devem ser feitas com cuidado pelo fato dos dados serem preliminares. Barreto comentou o levantamento do Ministério da Saúde no Seminário de Desarmamento, Controle de Armas e Prevenção à Violência, promovido pela representação das Nações Unidas no Brasil em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
“Várias políticas de segurança pública têm sido levadas a cabo pelo Ministério da Justiça, mas, todos os dias, vemos casos de pessoas que sofrem acidentes domésticos com armas de fogo, de uma pessoa que se envolve em briga de bar e mata a outra por estar com uma arma de fogo, brigas de trânsito, brigas de vizinhos. São pessoas que não eram criminosas e passam a ser por estar com uma arma de fogo em suas mãos”, disse.
Segundo Barreto, para reverter esse quadro, é preciso reduzir o número de armas de fogo nas mãos de civis. Ele comemora os números da Campanha Nacional do Desarmamento. Dentre as armas devolvidas, foram entregues 17.114 revólveres e 5.092 espingardas. A indenização varia de R$ 100 a R$ 300. O Rio é o terceiro estado do Brasil que mais entregou armas de fogo para a campanha em 2011. Em sete meses, foram retiradas de circulação cerca de 4 mil armas de fogo. Os primeiros colocados foram São Paulo, com aproximadamente 10 mil devoluções, e o Rio Grande do Sul, com 4,5 mil armas devolvidas. Os números foram apresentados por Luiz Paulo Barreto.
“Temos um balanço positivo. Em sete meses são 35 mil armas devolvidas e vamos terminar o ano com cerca de 40 mil devoluções. São bons números, ainda mais se levarmos em conta de que é uma campanha voluntária. É sempre bom lembrar que essa arma devolvida impede que ela volte para as ruas e até mesmo evita possíveis acidentes domésticos”, anunciou.
O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), acredita que o estado vem demonstrando preocupação com o desarmamento e com a defesa dos direitos humanos.
“O Rio teve uma participação espetacular no movimento do desarmamento e nós hoje oferecemos uma nova expectativa para as pessoas no respeito aos direitos humanos. A prova cabal foi a ocupação da Rocinha, onde não tivemos nenhuma denúncia de violação dos direitos civis. Isso é fundamental e demonstra o amadurecimento e o aprimoramento das instituições democráticas”, disse Paulo Melo, que anunciou, para os próximos dias, a votação do relatório final da CPI das Armas, presidida pelo deputado Marcelo Freixo (Psol).
O FLUMINENSE
AVALIE:
Publicidade:
Primeira Página
Marajoara está na corda bamba por causa de problemas financeiros
Postes podem cair a qualquer hora no Largo da Batalha e pelo Fonseca
Vasco empata em casa e tentará garantir vaga na semifinal em SP