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Um futuro promissor para quem trabalha com próteses dentárias

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Henrique Moraes 13/11/2011

Carência de protéticos no mercado faz aumentar chances de conquistar bons salários. No Rio, há cerca de 3,2 mil profissionais no Conselho Regional de Odontologia

Trabalhar como autônomo, abrir um laboratório de prótese dentária ou ser empregado de clínicas odontológicas. Esses são os principais caminhos que um protético pode seguir. Segundo especialistas, a expectativa do setor é de alcançar um crescimento de até 20% este ano. No Rio de Janeiro há cerca de 3,2 mil profissionais registrados no Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ). Órgão no qual é obrigatório o registro.

Com uma remuneração média de R$ 5 mil o protético pode atuar com reabilitações dentárias como prótese parcial removível, próteses provisórias, prótese total, ortodontia, prótese fixa (implante, cerâmica, resinas) e escultura dental. Agostinho dos Santos Filho, presidente do Sindicato dos Protéticos Dentários do Estado do Rio de Janeiro (SPDERJ), afirma que a prótese dentária é uma profissão que vem crescendo gradativamente.

“Em função disso, as áreas de estética em geral, escultura dental, implantes e cerâmicas há carência de profissionais”, analisa Santos Filho, completando que tem crescido o número de mulheres na profissão.
O presidente do SPDERJ afirma que aumentou a fiscalização por parte do Conselho contra laboratórios irregulares.

“A cada dia que passa o CRO-RJ está intensificando a fiscalização para combater aqueles que atuam sem estarem registrados”, afirma.

Regularizada em 1979, a profissão exige apenas curso técnico de nível médio. Apesar de já existirem cursos superiores na área, Agostinho Filho informa que os seis cursos legalizados existentes no Rio são de formação técnica.

“Mesmo havendo cursos superiores de nível tecnológico reconhecidos pelo Ministério da Educação no País, no Rio não existe nenhuma faculdade oferecendo esta modalidade de curso”.

Exemplos de sucesso

Carlos Rogério Alves, de 49 anos, está na profissão há 25 anos. Entrando na profissão por causa do primo, ele lembra que inicialmente queria ser policial militar.

“Já tinha até passado na prova da PM. Entretanto, meu pai não queria que eu fosse policial e pediu ao meu primo, que era protético, uma vaga de ajudante em seu laboratório. No começo não gostei da ideia, mas fui pegando gosto pelo trabalho”, relembra.

Alves comenta que quando começou na carreira o Rio de Janeiro não tinha cursos de prótese dentária de qualidade.

“Tínhamos que ir para São Paulo fazer um bom curso. A maioria entrava na profissão como assistente de protético sem curso e aprendia na prática. No meu caso fiz um curso básico em Niterói e depois fui a São Paulo me profissionalizar”, conta.

Sócio do laboratório Cedrolab, no Centro de Niterói, ele afirma que hoje tem cerca de 80 dentistas como clientes.

“Além de Niterói e Rio de Janeiro, recebemos encomenda de dentistas de Campos, Macaé, Nova Friburgo e até de São Paulo”, cita Alves.

Ele cita que ainda há muitos laboratórios irregulares funcionando.

“Muitos são de fundo de quintal. Hoje este quadro vem mudando um pouco, mas ainda há um número expressivo de laboratórios irregulares que prejudicam quem está legal. Como não pagam impostos e não têm a preocupação de trabalhar com material de boa qualidade, praticam preços muito baixos e isso atrapalha bastante”, constata.

Há oito anos trabalhando na Cedrolab, Bernardo Massuda, de 26, usa tecnologia de ponta a seu favor. Ele utiliza o sistema Cad-cam, programa de design gráfico específico, para fazer as próteses.
“Projetamos o desenho de uma estrutura protética no computador seguido da sua confecção por uma máquina de fresagem. Identifiquei-me muito com o sistema Cad-cam que otimizou bastante a produção de estruturas protéticas. Num futuro bem próximo o protético vai perder espaço no mercado se não dominar esta tecnologia”, alerta Massuda
O Cedrolab há três anos passou a oferecer cursos de capacitação a protéticos e a dentistas.
“Contratamos profissionais de renome na área para dar cursos de aperfeiçoamento em prótese dentária. Temos uma sala toda equipada para isso. O Cedrolab começou numa pequena sala aqui mesmo do Centro há 11 anos e há três investimos neste novo espaço que são duas casas geminadas com uma ampla infraestrutura”, comenta Rogério Alves.

Elizângela Franco de Barros, de 39, deixou a profissão de cabeleireira para se dedicar à de prótese. Aluna do curso técnico de Prótese Dentária do Senac Rio de Bonsucesso, ela diz que se identificou com a profissão durante as aulas.

“Como cabeleireira não estava tendo chance de trabalhar. Um amigo me indicou o curso dizendo que era uma área com muitas oportunidades. Entrei apenas com esse intuito, mas hoje, depois de seis meses de aula, descobri que tenho vocação para a profissão”, avalia a aluna.

“A maioria dos alunos já arrumou trabalho antes mesmo de terminar o curso”, comenta Ronaldo de Oliveira, coordenador do curso do Senac Rio de Bonsucesso. 

Ângelo Fialho, de 35, entrou na área aos 19 anos quando tentava fazer faculdade para Odontologia.
“Cheguei a passar no vestibular de uma universidade particular, mas não entrei por que a minha família não tinha condições de pagar a mensalidade. Nesse ínterim descobri que existia curso para protético e fui estudar no SPDERJ”, lembra Fialho.

Após a conclusão do curso, um ano e meio depois, ele conta ter passado a ser monitor do próprio curso.

“A partir daí as oportunidades começaram a aparecer. Trabalhava em três lugares ao mesmo tempo. Em dois laboratórios e como instrutor em um outro curso. Desta vez não mais como monitor”, detalha o profissional.

Hoje, dono de seu próprio laboratório, ele convenceu o seu irmão mais velho a seguir a profissão.

“Por oito anos tive o meu próprio laboratório numa sala alugada no Centro do Rio. Há três anos comprei um imóvel comercial próximo de minha casa em Jacarepaguá com o dinheiro ganho com a prótese.Convenci o meu irmão, na época  frentista, de que era um bom negócio e hoje ele trabalha comigo”, conta satisfeito o protético”.

Setor deve ter crescimento de 20%

O gerente da área de saúde do Senac Rio, Marcelo Moura, prevê que o segmento cresça 20%.
“O mercado de prótese dentária cresce impulsionado pela preocupação cada vez maior das pessoas com a estética bucal e maior poder aquisitivo das classes C e D. A expectativa de crescimento do setor é de 20% este ano”, avalia.

O especialista do Senac Rio informa que o profissional pode trabalhar em três áreas. “Ele pode atuar como autônomo, como empresário, montando o seu próprio laboratório de prótese dentária, ou como empregado de clínicas odontológicas”, explica.

O Senac Rio oferece o curso técnico em Prótese Dentária desde 2001. Hoje há 152 alunos cursando em suas duas unidades nos bairros de Bonsucesso e Riachuelo, ambos da Zona Norte do Rio. O gerente da área de saúde do Senac Rio traça o perfil ideal para quem busca a profissão.

“O protético deve ser um empreendedor que queira se tornar microempresário, constituindo seu próprio laboratório de prótese. Uma pessoa que goste de trabalho solitário e minucioso. Ser organizado, detalhista e preciso”, detalha Marcelo Moura.

Com inscrições abertas neste mês, o curso tem duração de 17 meses e o interessado deverá ter para investir R$ 5.382 (ou parcelados em 17 vezes de R$ 316,59).

O SPDERJ também oferece curso de prótese dentária que oferece até 40 vagas. Com 20 anos de existência, já formou mais de 500 profissionais.

“Nos últimos anos aumentou muito a procura pelo  curso que tem duração de 18 meses”, comenta Agostinho Filho.


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Comentários

Esta matéria possui 1 comentário(s)
  1. Fabio - 07/04/2012 - 23:17

    Boa noite , gostei muito do seu artigo,eu tambem sou Protético e sei que a nossa alegria de profissao é que não importa a especialidade que temos, mas se você faz com amor e prazer no final as proteses saem como obra de arte ; o que para alguns é um sorriso, para nós uma satisfação.

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