Oportunidades

Mercado de vestuário infantil cresce e atrai cada vez mais investidores

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Prisca Fontes 22/07/2012

Com dificuldades de encontrar roupas infantis no mercado, empresários criam suas próprias marcas, que está dando lucro aos investidores

Foi a dificuldade em encontrar roupas interessantes para vestir os filhos pequenos que mostrou para Ana Carolina Carol Abitbol um nicho de mercado a ser explorado. 

“Quando percebi que muitas pessoas também desejavam vestir seus filhos com roupas bonitas e preço atrativo, tive a ideia de trabalhar no setor”, conta a empresária, que hoje é representante da grife francesa EPK, que veste crianças até 12 anos. 

A marca começou com duas lojas no Rio de Janeiro e, em menos de um ano, abriram mais duas na região, uma delas no Plaza Shopping, em Niterói. 

O sucesso é tanto que a empresária revela planos de levar a marca para as principais capitais e regiões metropolitanas do país, atingindo 100 lojas nos próximos 10 anos. 

“A venda mensal tem crescido constantemente desde que abrimos as primeiras lojas. É impressionante como as pessoas que nos conhecem se encantam com a marca e principalmente com o design das peças. Em média, temos vendido por loja algo entre 3,5 a 5 mil peças por mês”, conta Ana Carolina.

O bom resultado da marca reflete o crescimento do segmento de roupa infantis: 6% ao ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). O faturamento corresponde a 15% do setor têxtil.

"É uma área que apresenta grande potencial de crescimento. Se o bom momento econômico continuar, esse será um mercado promissor pelos próximos 20 anos", afirma Fernando Pimentel, diretor superintendente da Abit.

Pimentel atribui a tendência da população a querer se vestir melhor ao aumento das famílias e do crescimento da renda per capita do País.

"Muitas marcas voltadas para o público adulto estão investindo em uma linha infantil, de olho na fidelização do cliente. O jovem atual é informado e ativo em suas escolhas. O empresário deve estar antenado nas mudanças comportamentais", aponta.

A Dress to, marca consolidada entre o público feminino adulto, criou em 2010 a Mini Dress, voltada para meninas de 6 a 14 anos.

“Apostamos em uma linha infantil para estarmos próxima de meninas mais novas até como uma forma de tê-las como clientes na marca adulta no futuro”, explica a diretora de marketing do Mini Dress, Manuela Borges.

A coleção infantil caminha junto com a adulta, mas os estilistas têm cuidado extra em relação à modelagem, já que o corpo de uma menina é diferente de uma mulher. 

“Outro ponto de atenção é com o público, que tem demandas diferentes em relação às marcas. O setor infantil está aquecido e com certeza continuaremos no segmento”, revela Manuela.

A falta de roupas estilosas para o filho também motivou a empresária Flavia Vieira a entrar no negócio. 

Formada em administração de empresas, Flavia já tinha experiência no setor do comércio e decidiu abrir a Mini Beni Babies & Kids, voltada para bebês e crianças, em Icaraí.

“O mercado está aquecido porque as mães querem ver cada vez mais os seus príncipes e princesas encantadores. É glamour materno”, brinca.

Há menos de um ano no mercado, a loja trabalha com peças multimarcas, mas a empresária revela que os produtos mais vendidos são as roupas de princesa.

“Uma das maiores dificuldades de trabalhar no setor é agradar a todos, porque as pessoas têm personalidades diferentes. Por isso é essencial ter bom gosto, prazer em trabalhar no comércio, gostar de crianças e de moda”, recomenda. 

Inovação em produtos e conceitos

O empresário Renato Sheeny observava com interesse o aquecimento do mercado. Quando encontrou a franquia da Lilica & Tigor, decidiu entrar no ramo. 

“O mercado começou uma boa expansão há quatro anos e atualmente começa a dar sinais de acomodação. Por isso precisamos inovar sempre, criando novos produtos e conceitos”, analisa.

Sheeny têm as franquias das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre em Niterói, uma das maiores redes brasileira no segmento de vestuário infantil.

As lojas estão localizadas no Plaza Shopping e em Icaraí, onde vendem, em média, mil produtos por mês. O público alvo são crianças entre 0 e 10 anos. 

O empresário revela que a procura por peças para meninas ainda é maior do que para os meninos. 

Formado em comunicação social, Sheeny se especializou em marketing através de um MBA para gerir melhor os negócios.

“Os desafios são constantes, e isso para uma pessoa empreendedora é fundamental. Atualmente temos que nos reinventar a cada coleção, e associar sempre campanhas e promoções criativas, para estarmos sempre presentes na escolha dos nossos clientes”, explica.

 

Tendências – Fernando Pimentel, da Abit, destaca ainda que o empresário deve estar atento às tendências no universo infantil.

“O público teen é volátil, por isso as empresas devem investir em serviços que aumentem a integração dos jovens com a marca, como sites interativos e perfis nas redes sociais”, aconselha.

Ele ressalta ainda que a moda infantil deve refletir as escolhas dos jovens, como produtos sustentáveis ou ecológicos.

“Para ter um bom desempenho na área é preciso entender e valorizar as opiniões dos jovens”, finaliza Pimentel.


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