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Orelhão despenca sobre menino de oito anos em Mutuaguaçu, São Gonçalo

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Aline Balbino 31/05/2012

Criança teve ferimentos na testa, na parte de trás da cabeça e levou 11 pontos. Telefone público estava em mau estado de conservação. Empresa afirma que vai apurar o caso

 

 

O que deveria ser um dia de comemoração quase terminou em lágrimas para a dona de casa Monique Azevedo, 26 anos, quando, no início da noite de domingo, dia de seu aniversário, um orelhão caiu atingindo a cabeça de seu filho de 8 anos, na Rua Álvaro Costa, em Mutuaguaçu, São Gonçalo. O menino teve ferimentos na testa e na parte de trás da cabeça. Ele foi levado para o Pronto Socorro de São Gonçalo, onde fez tomografia e eletroencefalograma. A criança precisou levar 11 pontos e os olhos do menino ainda estão inchados. Durante a noite a criança sente fortes dores de cabeça, segundo a mãe. 

De acordo com Monique, o telefone público estava em péssimo estado de conservação e não recebe manutenção há anos. Ela disse que a Oi (empresa telefônica) já havia sido avisada sobre o problema, mas que nada havia sido resolvido. O orelhão é tão antigo que a carcaça ainda pertence à Telemar, a empresa de telefonia que em 2007 foi substituída pela Oi.

“Há anos que esse orelhão não recebe uma manutenção do pessoal da Oi. Felizmente não aconteceu nada pior, mas se fosse a minha filha menor, provavelmente ela teria morrido. A base do orelhão está totalmente destruída e a Oi não faz nada.”, disse a mãe da criança.

No dia do incidente, seria comemorado o aniversário de 26 anos de Monique. Mas, a festa foi cancelada. Segundo ela, o menino não tocou no orelhão que caiu sozinho.

“No domingo eu ia receber uma festa surpresa que meu marido e familiares estavam organizando. Nós estávamos andando pela calçada para ir para a casa da avó dele quando tudo aconteceu. O orelhão caiu do nada em cima dele. Ele não se pendurou e nem tocou nele. Não havia mais clima para comemorar aniversário nenhum. Foi muito assustador ver meu filho chorando porque estava vendo o sangue”.

Fábio Rodrigo dos Santos, 31 anos, marido de Monique, disse que foi um momento delicado.

“Era um dia de festa que foi interrompido por causa de uma irresponsabilidade. É muito importante que a Oi faça os reparos periodicamente para evitar problemas como esses. A sorte foi que a parte que caiu na cabeça dele era a de encosto do braço, pois se fosse o ferro ele teria se machucado mais. Nós vamos procurar o nosso direito junto à Oi”, disse o agente de rampa.

Os moradores do bairro reclamam que todos os orelhões do local estão em péssimo estado de conservação.

“Esses orelhões estão tão sujos que fica difícil usar para ligar. Alguns até funcionam, mas estão cheio de poeira. Eu não tenho coragem de colocar nem a boca e nem o ouvido nele”, disse a empregada doméstica Maria das Graças Lopes, 45 anos.

Niterói - O problema nos orelhões sem manutenção não se restringe apenas a São Gonçalo. Em Niterói o problema se repete. São telefones públicos que não passam por manutenção há muito tempo. De acordo com a Oi, os 78.815 telefones públicos instalados no Rio de Janeiro passam por vistorias periódicas para limpeza e reparos.

Dados da Anatel mostram que nos quatro primeiros meses de 2012, 17,5% nos orelhões foram depredados no estado.

Empresa – A Oi lamenta profundamente o ocorrido e informa que já iniciou a apuração das causas do acidente, para, se constatada a responsabilidade da empresa, tomar as providências cabíveis de assistência junto à família da vítima. A empresa acrescenta que segue todas as regulamentações estabelecidas pela Anatel para telefonia pública.

 


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