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Greve: obras no Comperj continuam paradas enquanto o acordo não vem

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Nara Meireles, Rafael Lopes e Priscilla Aguiar 02/05/2012

Impasse entre trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e sindicato que representa empresas responsáveis por serviços no local pode comprometer entrega

As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj, em Itaboraí, podem atrasar em até oito meses em relação ao último prazo de entrega, que seria no segundo semestre de 2013, de acordo com o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Leste Fluminense (Conleste), Carlos Pereira. O motivo seriam as constantes paralisações dos funcionários que acontecem desde novembro do ano passado.

“Essa já é a terceira paralisação e dessa vez está demorando bastante. Espero que as empresas e os trabalhadores entrem em um acordo para que esse impasse seja resolvido e as obras continuem”, disse Pereira.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Reginaldo Silva, por causa da greve, muitos funcionários do setor petrolífero estariam migrando para outras empresas e municípios.

“O cronograma da obra já está todo atrasado. A defasagem salarial dos trabalhadores de Itaboraí é muito grande.”, afirmou Reginaldo.

A Petrobras, porém, não confirma a informação de atraso nas obras.

Na quarta semana de atividades paralisadas, ainda não há acordo entre os operários do Comperj e o sindicato patronal, que representa as empresas responsáveis pelas obras do Complexo. De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário (Sinticom), Luiz Augusto Rodriguez, ainda não há qualquer resposta sobre a proposta enviada pelos trabalhadores na terça-feira da semana passada.

O Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Sindemom) informou que ainda não há previsão de resposta. A nova proposta, enviada pelo Sinticom, ainda está sendo analisada pelas empresas por tempo indeterminado.

Os operários pedem aumento salarial de 12%, vale-alimentação de R$ 350 e folga de campo.

Patrões e empregados: acordo ainda não saiu
Enquanto não há acordo, cerca de 15 mil trabalhadores estão parados desde o último dia 9. Não há nenhuma avaliação da Petrobras a respeito de atrasos, embora 40 dias de trabalho tenham sido perdidos nas quatro paralisações, 24 dias nas três greves anteriores e 16 na atual.

Paralisações - Em novembro de 2011, trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram deflagrar greve que durou 11 dias. Na ocasião, eles reivindicavam equiparação dos salários com os profissionais que exercem as mesmas funções em outras empresas da região. Menos de um mês depois, outra greve veio à tona, em 9 de dezembro, os funcionários pararam, mas não para reivindicarem aumentos de salário ou melhores condições de trabalho, como a anterior. Eles se organizaram em um gesto de solidariedade aos funcionários demitidos, de acordo com o sindicato.
A primeira paralisação deste ano aconteceu em fevereiro, dia 10, quando funcionários terceirizados do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) realizaram um protesto que terminou com dezenas de trabalhadores feridos.

No dia 14 do mesmo mês, os operários decidiram cruzar os braços durante 14 dias, mas durou até 8 de março. Entretanto, não houve acordo.

No dia 9 de março, a  greve dos operários da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro foi declarada abusiva em julgamento realizado na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic) do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Segundo a sentença, o movimento não atendeu os requisitos da lei que regulamenta o direito de greve.

Uma assembleia foi realizada na semana passada e, como os patrões não aceitaram nenhuma negociação, uma nova reunião foi marcada, mas também não houve acordo. Os operários realizaram um ato de protesto em frente à Alerj, mas foram impedidos de entrar e seguiram para o prédio da Petrobras, os funcionários seguiram em 17 ônibus para o local.

O impasse entre operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) com o Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Sindemon), continua sem acordo. Amanhã deve haver nova assembleia  para definir os rumos do movimento.


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Comentários

Esta matéria possui 18 comentário(s)
  1. PAULO - 02/05/2012 - 23:03

    olhai para nossas famílas empresários, somos todos trabalhadores e queremos resolver essa situação por todas. temos trabalhadores se individando sem poder, isso gera problemas futuros. trabalhador insatisfeito é produção zero..não adianta depois meter o chicote ,se o pião quizer ele atraza a obra e acabou.. olhai com carinho para esta situação precisamos voltar ao trabalho para o sustento de nossas famílias,, QUE A BENÇÃO DE DEUS VENHA SOBRE NOIS EM NOME DE JESUS AMEM,,

  2. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:32

    Olá,
    Corrigindo: o vale alimentação não é de R$ 350,00, mas sim R$ 300,00. A ultima proposta oferecida pelo patronal era de R$ 280,00 de Vale Alimentação e 9% de aumento salarial.
    No inicio do movimento o Sinticom contava com a presença do Mazinho, presidente do Siticommm , que deixou de acompanhar as negociações desde a semana passada.

  3. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:33

    O Sinticom há tempos vem demonstrando fraqueza quanto às negociações com as empresas do Comperj. Greve encima de greve, a ultima delas, em fevereiro, que começou sem fundamento e terminou da pior forma possível, dado sob julgamento como abusiva o que resultou na perda do objetivo e nos dias parados. Mal se passou um mês e outra greve foi declarada. Em praticamente todas as assembleias feitas pelos responsáveis pelo Sinticom, nada de útil é repassado para os funcionários em paralisação.

  4. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:34

    Um monte de gente encima do palanque com seu momento para falar, incitam os colaboradores a permanecerem em greve, nada é passado com clareza e sobre o assunto principal, que é a negociação dos dias parados e o aumento de salário, nada é informado.

  5. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:35

    Apenas a deputada Jandira consegue repassar o mínimo de informação com clareza e o Mazinho, quando estava participando das negociações. Este ultimo, particularmente, penso que estava lá apenas para os colaboradores que residem Duque de Caxias e redondezas, aderirem ao movimento, já que sua fama de bom representante é grande.

  6. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:35

    Com relação ao Sinticom, o presidente e seus auxiliares, demonstram uma tremenda falta de organização, administração e liderança, já que no palanque, todo mundo quer falar mais que todo mundo. Gritam no microfone coisas que não fazem fundamento às negociações, como já dito aqui antes, incentivam os colaboradores a permanecerem em greve sem mesmo saberem como está o andamento das negociações.

  7. funcionario do comperj - 02/05/2012 - 23:36

    Greve em Novembro, Dezembro, Fevereiro e Abril, assim não há colaborador que aguente, dividas são acumuladas e outras são criadas, sem falar em um salário defasado com tantos descontos por causa de dias sem trabalhar. Já participei de dezenas de greve e nunca vi um sindicato conduzir tão mal assim uma negociação de dissídio.

  8. fabiano da silva - 03/05/2012 - 10:04

    poxa gente vamos da um jeito ne greve por favor nós queremos trabalhar mais vocÊs não se decidem pelo ou menos nos de uma resposta concreta pois nós estamos esperando e o dia estão passando e nada é resolvido esperamos que amanhã isso tudo se resolva agradeço desde já.

  9. Jack - 03/05/2012 - 08:41

    Já tá virando abusiva novamente esta greve... aceitem logo os 12 % ou 9% que seja.. e voltemos todos a trabalhar... tanta gente querendo trabalho e a gente jogando com o nosso...

  10. fabiano da silva - 03/05/2012 - 10:06

    até quando isso vai se resolver

  11. José Cauby Fonseca Souza Filho - 03/05/2012 - 14:08

    Que tristeza essa falta de acordo por incompetencia de ambas as partes! Os colaboradores e a região necessitam muito da obra. Que DEUS nos ajude!

  12. Marilsa - 03/05/2012 - 17:05

    Esta greve é abusiva demais.,muita gente precisando de emprego e acontecendo isso, mas a culpa esta no sindicato, tem muita gente do sindicato envolvido, o que tem é que avabar com esta bosta do pt isso sim, tem politica no meiop disso

  13. wallace - 03/05/2012 - 16:00

    presisamos da midia da reportagem porque tem alguma coisa por baicho do pano ninguem quer estar ao lado do trabalhador ninguem divulga nossa greve a petrobras esta se escondendo nem bota as cara o prefeito de itabrai pioro sera que esta levando alguma coisa nisto estou sem pagamento e meus filhos minha familha o futuro de itaborai e do estado do rio de janeiro esta em nossas maos alerto para midia jornal tv a passeata no dia 04/05 promessa de sextas basicas destribuida aos operarios pelo sindic

  14. APROVADO - 04/05/2012 - 01:19

    pra falar a verdade quem quer trabalhar vai trabalhar e esta trabalhando mesmo com greve, alô que do a vcs trabalhadores VOLTEM pois o mais prejudicado somos nois precisamos colocar o pão nosso de cada dia na nossa casa

  15. funcionario do comperj - 04/05/2012 - 08:18

    A luta ta dificil mais temos que sair vitoriosos dessa vez tem companheiros passando nessecidades praticamente fome pois somos trabalhadores ,trabalhamos para viver e sustentar nossas familias vamos resolver isso logo,que Deus ilumini a cabeça de todos voces envolvidos nessas negociações.

  16. Adriana - 04/05/2012 - 09:51

    De todos, a mais certa é a Deputada Jandira. Se vocês não estão satisfeito com a Diretoria do sinticom, tira eles. Vocês pião, sabem que podem tirar essa corja toda.

  17. adinalva garcia - 04/05/2012 - 10:28

    que deus abençoe todos e esteja no controle ja tem familia com dificuldades ,vamos logo resolver isso nao adianta furar a greve entendo a situaçao de todos mais se nao se unirem nao resolverao nada.estou orando por todos vcs e vao ter vitoria tenho fe em deus bençao e paz para todos.

  18. Marcos Fernando - 07/05/2012 - 17:56

    Amigos boa sorte, tomara que não aconteça igual aconteceu certa vez na Reduc o Mazinho parou tudo e conseguimos o que pedíamos, mas pagamos caro por isso, teve dias depois do nosso retorno redução de quase 40% da mão de obra, sabe o que o sindicato fez??? Nada amigos, o Siticommm nos cobra todo mês pra nos ajudar, mas na verdade só são bons de baderna e piquet, fica desempregado e vai lá procurar recolocação através do sindicato, vai ser difícil..Só homologação, e piquet nas obras mais nada.

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