Polícia aguarda resultado de perícia para tentar descobrir as causas da explosão no Estaleiro Aliança, que deixou um trabalhador morto
O corpo do praticante de encanador naval Victor Rodrigues da Rosa, de 23 anos, morto após a explosão da rede de alta pressão de uma embarcação no Estaleiro Aliança, na última segunda-feira, foi enterrado ontem no Cemitério Parque da Paz, em Santa Izabel, São Gonçalo.
Cerca de 200 pessoas, entre familiares e colegas de trabalho, acompanharam a cerimônia. Morador de Tribobó, em São Gonçalo, Victor realizava reparos na tubulação de um barco, quando uma peça se soltou e ocorreu a explosão. Ele chegou a ser levado para o Hospital Santa Cruz, no Centro, mas não resistiu . Policiais da 76ªDP (Centro) aguardam o resultado da perícia.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí informou que também acompanhará o caso. “Queremos descobrir que tipo de falha pode ter ocorrido e se esse profissional estava sendo acompanhado por equipe técnica que esse tipo de trabalho exige”, comentou Reginaldo da Costa e Silva, presidente do sindicato. Ricardo Pereira, integrante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) do Estaleiro Aliança, informou que foi realizada, na manhã de ontem, reunião com a equipe responsável pela segurança.
“No dia do acidente, todos os procedimentos de praxe foram cumpridos. Já notificamos o fabricante da peça que se rompeu para nos dar uma posição sobre o produto”, comentou. O Estaleiro Aliança informou que encerrou suas atividades, ontem, por volta das 15 horas para que os funcionários pudessem acompanhar o sepultamento. Um ônibus e duas vans foram disponibilizados para fazer o transporte dos trabalhadores. A confraternização entre os funcionários da empresa, que ocorreria hoje, foi cancelada em luto pela morte do jovem.
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