Fundado em 1842, nas terras do então Barão de São Gonçalo, hoje tem sua estrutura abalada. Local possui túmulos quebrados além de focos de mosquito transmissor da doença
O cemitério histórico no Pacheco, em São Gonçalo, sofre com a aparente falta de manutenção. Fundado em 1842, nas terras do então Barão de São Gonçalo, hoje tem sua estrutura abalada. Apesar de possuir poucos túmulos, o local ainda guarda uma história importante, já que parte dos restos mortais de Belarmino Ricardo de Siqueira, primeiro e único barão com grandeza de São Gonçalo estão enterradas lá.
Quem tem parentes enterrados no local, como o aposentado Luiz Miguel Santos, de 69 anos, conta que sente o descaso.
“Não é porque as pessoas morreram que não merecem cuidado. Toda vez que venho aqui me deparo com túmulos quebrados e mato alto. Acho que poderia ser feita uma constante manutenção”.
Vizinhança assustada- Vizinhos ao cemitério temem a dengue. A dona de casa Luiza Helena Ramos, 36 anos, relata que no início da noite os mosquitos invadem as casas e isso se deve aos vasos de plantas do cemitério.
“Aqui tem muito mosquito, principalmente ao anoitecer. Os vasos de plantas sempre têm água e viram criadouro de mosquito. Todo mundo aqui tem medo da dengue”, contou.
A Secretaria municipal de Administração informou que uma equipe limpa o cemitério diariamente e agentes da vigilância ambiental colocam larvicidas nos vasos.
O FLUMINENSE
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